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HowTo – Criando uma máquina virtual RedHat no Debian com xen3.3

Considerações iniciais.
Este howto foi feito com base numa instalação do debian lenny com o xen-3.3.0, porém deverá funcionar com versões anteriores.
Estou partindo do princípio que o xen já esteja instalado e funcionando. Se ainda não o instalou, siga o howto de instalação do xen3.3.0 do xen-br.

Preparando o Disco Virtual LVM

Resumão sobre LVM:
PV – Physical Volume: Basicamente serve para criar o UUID, o UUID é um identificador unico para cada volume fisico, então PVs são volumes físicos.
VG – Volume Group: Um VG é o agrupamento de vários PVs.
LV – Logical Volume: Os LVs podem ser grosseiramente chamados de partições, aqui você formata e monta o sistema de arquivos no Linux, essa e a única camada que realmente acessível para o usuário.

Criando Phisical Volume
Para criar um volume físico não precisa atribuir nenhum nome para ele, apenas apontar qual dispositivo que deverá ser usado.
# pvcreate /dev/sda3

Criando Volume Group
Neste exemplo, o volume group chamará xen-disks
# vgcreate xen-disks /dev/sda3

Criando Logical Volume
O volume lógico chamará storm
# lvcreate –name storm –size 10g xen-disks

Para conferir se o volume lógico foi criado corretamente, execute o comando lvdisplay
# lvdisplay

Instalando NFS
Iremos fazer a instalação da máquina virtual via NFS, para isso devemos instalar os pacotes necessários:
# aptitude install nfs-kernel-server portmap

edite o arquivo /etc/exports
Adicione a linha:
/media/cdrom *(ro)

# /etc/init.d/nfs-kernel-server restart
# exportfs

Para conferir se o compartilhamento está funcionando execute: # showmount -e ip_do_servidor

Preparando a máquina virtual
Neste exemplo a máquina virtual chamará “storm”.
Crie o arquivo de configuração da máquina virtual em /etc/xen/storm.
Precisamos indicar o local dos arquivos vmlinuz e initrd.img, eles são os responsáveis por iniciar o processo de instalação.
Exemplo de arquivo de configuração:

kernel = "/media/cdrom0/images/xen/vmlinuz"
ramdisk = "/media/cdrom0/images/xen/initrd.img"
name = "storm"
memory = "256"
disk = [ 'phy:/dev/xen-disks/storm,xvda,w' ]
vif = [ 'bridge=xenbr0' ]
vcpus = 1
on_reboot = 'destroy'
on_crash = 'destroy'

Criando a máquina virtual:
# xen create -c /etc/xen/storm

A instalação iniciará normalmente em modo texto.
Na tela que perguntar qual o tipo de mídia será usada, escolha “Imagem NFS”.
Na tela de configuração do NFS, digite o ip da máquina e o compartilhamento, conforme abaixo.

Nome do servidor NFS: ip_da_maquina Diretório Red Hat Enterprise Linux Server: /media/cdrom

Após terminar a instalação, a vm será “desligada”. Neste momento edite novamente o arquivo de configuração e remova os parametros:
kernel = “/media/cdrom0/images/xen/vmlinuz”
ramdisk = “/media/cdrom0/images/xen/initrd.img”

Salve o arquivo e inicie novamente a máquina virtual:
# xm create -c storm

Aparecerá o grub do RedHat e a vm será iniciada.


Maravilhas da virtualização!

Nestes últimos meses estou devorando tudo o que encontro pela frente sobre virtualização, principalmente com o Xen. Estou maravilhado com o mar de possibilidades que a virtualização oferece, tanto em alta disponibilidade, como em redução de custos ou simplesmente pelo correto aproveitamento do hardware. Tanto que este será o assunto que abordarei no meu TCC.

Em um dos projetos que desenvolvi, precisava instalar uma máquina virtual RedHat5 com minha máquina hospedeira sendo Debian. Confesso que nessa hora senti falta do virt-install… rssrss. Porém depois de alguns copos de café (sim, são copos! devo tomar 1 litro de café por dia) obtive sucesso :D.

Como praticamente não encontrei material explicando como fazer isso, resolvi documentar minha instalação e fazer um HowTo para o Xen-br.org. Já enviei o material para eles, e logo logo será publicado no site, o pessoal está fazendo a validação (SLot, que merda porcaria de iso do CentOS hein?!). Mas enquanto o pessoal fica de rosca lá, vou publicar o HowTo aqui 😛

Aguardem meu próximo post!!