Monitore conversas do MSN (IMSniff)

14 03 2008

Não vou entrar nos méritos se isso é correto ou não, apenas digo que como sysadmin tenho que prezar pelas informações que trafegam pela minha rede.

Site do projeto: http://sourceforge.net/projects/im-snif

criar diretorio /etc/imsniff:
mkdir /etc/imsniff; cd /etc/imsniff

criar diretório de logs:
mkdir -p /var/log/imsniff/{debug/,conversas/}

baixar o programa:
wget http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/im-snif/imsniff_0.04.tgz

descompactar arquivo:
tar -xvzf imsniff_0.04.tgz

Instalar:
cd imsniff/linux; sh build

Copiar arquivo de configuração:
cp imsniff/doc/imsniff.conf.sample /etc/imsniff.conf

Editar o arquivo de configuração, onde:
daemonize = 0
promisc = 0
verbose = 2
chatdir = /var/log/imsniff/conversas # diretorio onde as conversas serão armazenadas.
debugdir = /var/log/imsniff/debug # diretório onde serão asmazenados logs do programa
interface eth0 # é a interface da rede interna.

Para executar o programa: ./imsniff eth0 &

A versão 0.04 está com um bug que o serviço fica instável. A solução que encontrei foi deixar o inittab gerenciá-lo.
Para isso, adicione a seguinte linha ao final do etc/inittab:
ims:2:respawn:/etc/imsniff/linux/imsniff
Atente para o runlevel do default seu sistema. No caso do Debian é o 2.





netfilter/iptables turbinado com layer7

13 02 2008

Layer7 é um excelente plugin para o netfilter/iptables que trabalha na camada de aplicação, dando maior flexibilidade ao firewall. Este é um tutorial para aplicação do patch no kernel e no iptables.

baixar fontes do kernel (http://kernel.org)

baixar fontes do layer7 e os protocolos (http://sourceforge.net/projects/l7-filter)

baixar fontes do iptables (http://www.netfilter.org)
ftp://ftp.netfilter.org/pub/iptables/

descompactar kernel em /usr/src
descompactar layer7 e protocolos em /usr/src/layer7

aplicar patch do layer7:
cd /usr/src/linux
patch -p1 < /usr/src/layer7/netfilter-layer7-v2.9/kernel-2.6.18-2.6.19-layer7-2.9.patch

configurar o kernel: make menuconfig

habilitar as opções: (copiado descaradamente do blog do César Domingos)
Networking –>
Networking options –>
[*] Network packet filtering framework (Netfilter) –>
[*] Bridged IP/ARP packets filtering
Core Netfilter Configuration —>
<M> Netfilter netlink interface
<M> Netfilter NFQUEUE over NFNETLINK interface
<M> Netfilter LOG over NFNETLINK interface
<M> Netfilter connection tracking support
-*- Connection tracking flow accounting
-*- Connection mark tracking support
[*] Connection tracking security mark support
[*] Connection tracking events (EXPERIMENTAL)
<M> SCTP protocol connection tracking support (EXPERIMENTAL)
<M> UDP-Lite protocol connection tracking support (EXPERIMENTAL)
<M> Amanda backup protocol support
<M> FTP protocol support
<M> H.323 protocol support (EXPERIMENTAL)
<M> IRC protocol support
<M> NetBIOS name service protocol support (EXPERIMENTAL)
<M> PPtP protocol support
<M> SANE protocol support (EXPERIMENTAL)
<M> SIP protocol support (EXPERIMENTAL)
<M> TFTP protocol support
<M> Connection tracking netlink interface (EXPERIMENTAL)
{M} Netfilter Xtables support (required for ip_tables)
<M> “CLASSIFY” target support
<M> “CONNMARK” target support
<M> “DSCP” target support
<M> “MARK” target support
<M> “NFQUEUE” target Support
<M> “NFLOG” target support
<M> “NOTRACK” target support
<M> “TRACE” target support
<M> “SECMARK” target support
<M> “CONNSECMARK” target support
<M> “TCPMSS” target support
<M> “comment” match support
<M> “connbytes” per-connection counter match support
<M> “connlimit” match support”
<M> “connmark” connection mark match support
<M> “conntrack” connection tracking match support
<M> “DCCP” protocol match support
<M> “DSCP” match support
<M> “ESP” match support
<M> “helper” match support
<M> “length” match support
<M> “limit” match support
<M> “mac” address match support
<M> “mark” match support
<M> IPsec “policy” match support
<M> Multiple port match support
<M> “physdev” match support
<M> “pkttype” packet type match support
<M> “quota” match support
<M> “realm” match support
<M> “sctp” protocol match support (EXPERIMENTAL)
<M> “state” match support
<M> “layer7″ match support
[ ] Layer 7 debugging output
<M> “statistic” match support
<M> “string” match support
<M> “tcpmss” match support
<M> “time” match support
<M> “u32″ match support
<M> “hashlimit” match support

IP: Netfilter Configuration —>
<M> IPv4 connection tracking support (required for NAT)
…… (Tem mais opções antes)
<M> Full NAT
<M> MASQUERADE target support
<M> REDIRECT target support
<M> NETMAP target support
<M> SAME target support (OBSOLETE)
<M> Basic SNMP-ALG support (EXPERIMENTAL)

Criar pacote .deb para instalar o kernel:
make-kpkg –revision=1 –append-to-version=-hbueno kernel_image

Criar ram drive para não dar pau na inicialização:
make-kpkg –append-to-version=“-hbueno” –initrd –us –uc kernel_image

Instalar o kernel:
dpkg -i linux-image-2.6.23.12-hbueno_1_i386.deb

Reinicie a máquina com o novo kernel

Decompactar fonte do iptables e entrar no diretório descompactado em /usr/src/layer7
Aplicar patch do layer7 no iptables:
patch -p1 < /usr/src/layer7/netfilter-layer7-v2.17/iptables-1.4-for-kernel-2.6.20forward-layer7-2.17.pa
chmod 755 extension/.layer7-test
make KERNEL_DIR=/usr/src/linux
make install KERNEL_DIR=/usr/src/linux

A instalação do layer7 no iptables está finalizada. Vamos agora instalar os protocolos.
cd /usr/src/layer7/l7-protocols-xxxx
make install

Exemplo de regra para testar:
iptables -A FORWARD -m layer7 –l7proto bittorrent -j DROP





SPAM - A origem do termo

13 12 2007

Já se perguntou porquê Spam tem esse nome?! Todo mundo sabe que SPAM (em letras maiúsculas) é um alimento feito de carne pré-cozida e enlatada pela empresa Hormel Foods Corporation. Mas qual a relação entre o enlatado e as centenas de propagandas que populam nossas mailboxes?
A verdade é que o termo Spam teve origem neste episódio do seriado Monty Python em 1970.





Recuperar senha do root

27 11 2007

Já aconteceu com você, nem que foi apenas uma vez, de criar aquela senha enorme com letras, números, caracteres especiais, código morse… e se esquecer dela? Não?!?! pois é, nem eu! (huehuehuhe) mas sempre tem quem esqueça.
E se essa senha for a do root?
Então vou mostrar um modo (existem vários) de alterar a senha do root sem precisar saber a senha atual. Neste exemplo vou demonstrar utilizando o grub no debian (grub porque vem se tornando o padrão por ser mais seguro, e debian pq eu uso debian :p)

Let’s hacking!

Reinicie a máquina.

Quando entrar no grub, selecione a imagem do boot que você utiliza. e tecle “e” para editar.

Selecione a linha do Kernel e tecle “e” para editar a opção.
Agora você está em modo de edição da configuração do grub.
Obs: Estas alterações não serão salvas no arquivo de configuração do grub, servirão apenas para este boot.
Apague tudo que estiver depois da partição do root.
Insira “rw init=/bin/bash”;
Exemplo:
antes:
“kernel /boot/vmlinuz-2.6.18.3 root=/dev/hdb1 ro vga=791″
depois:
“kernel /boot/vmlinuz-2.6.18.3 root=/dev/hdb1 rw init=/bin/bash”

Tecle Enter;
Tecle “b” para bootar com as novas configurações.

O sistema irá iniciar em modo monousuário, não pedirá senha.
Após iniciar basta usar o passwd para escolher a nova senha para o root e reiniciar a máquina… and be happy!





Grampo em e-mails - Caso Cisco

18 10 2007

mailComo já muito divulgado na mídia, o grampo nos e-mails foi fundamental na Operação Persona, da Polícia Federal, na qual a Cisco está envolvida. Muitas pessoas tem dúvida sobre a legalidade desse procedimento. A verdade é que em 24 de Julho de 1996 foi publicada uma lei prevendo a interceptação de mensagens telefônicas ou eletrônicas por ordem judicial.

Tive a oportunidade de assistir a uma palestra sobre Direitos Digitais no FISL deste ano. O palestrante, que é advogado especializado em direitos digitais, deixou claro que o empregador tem todo o direito de ter acesso irrestrito a arquivos e e-mails dos funcionários, visto que são recursos da empresa. O funcionário apenas os utiliza para exercer sua função.

No caso da Cisco, não foi bem o empregador, mas o Governo Federal que exigiu ter acesso aos e-mails de pessoas que estavam sob investigação.

Na edição de hoje do jornal Estadão saiu uma matéria explicando - de uma forma não muito técnica (na verdade nada técnica) - meios que a polícia federal utiliza para grampear e-mails.

Como administro servidores de e-mails, achei a explicação muito superficial, porém quem não é da área ficará satisfeito.

Uma explanação técnica de como funcionam grampos de e-mails fica para um próximo post.

A versão on-line da matéria do Estadão está disponível aqui.





Sarg - relatório de acessos

26 06 2007

Uma excelente ferramenta para saber se existe abuso no uso da internet na sua rede é o Sarg. Esse programa gera um relatório detalhado de acessos com base nos logs gerados pelo squid.

Site do projeto: http://sarg.sourceforge.net

cd /etc/squid
wget http://prdownloads.sourceforge.net/sarg/sarg-2.2.3.1.tar.gz?download
tar -xvzf sarg-2.2.3.1.tar.gz
mv sarg-2.2.3.1 sarg
mkdir /var/www/relatorios
./configure –enable-sysconfdir=/etc/squid/sarg –enable-htmldir=/var/www/relatorios/
cd sarg
make make install
edite o arquivo sarg.conf
edite o parametro access_log para apontar para seu log do squid (geralmente em /var/log/squid/access.log).

Não devemos nos esquecer de alterar a rotação dos logs no logrotate (/etc/logrotate.d/squid).

Agora basta agendar no cron para rodar o sarg toda semana.
crontab -e
1 0 * * 0 sarg

That’s all…